Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!

Os primeiros testemunhos do uso de cosméticos foram encontrados no Antigo Egito. Nessa época, a maquiagem tornou-se parte da higiene diária e de um ritual de beleza, e tanto ela quanto as perucas eram usadas como forma de distinção social e proteção espiritual.

Os cosméticos (incluindo a maquiagem) eram usados do faraó aos mais simples camponeses e também pelas estátuas de seus deuses e deusas. A diferença estava na qualidade dos produtos e no fato de quanto maior o status da pessoa, mais roupas e maquiagem ela usava. Seu uso ia além da vaidade e da sedução, uma vez que o sol e o calor os tornavam elementos necessários para a garantia de uma boa saúde.

Enquanto os óleos perfumados suavizam a pele e ajudavam a prevenir contra as queimaduras de sol e danos dos ventos de areia, a maquiagem dos olhos servia como uma forma de proteger contra os raios solares e servir como repelente de insetos. Além disso, ela era também repleta de simbologias e utilizada como instrumento de rituais e crenças. Do ponto de vista místico, acreditava- se que maquiar os olhos ajudava a evitar olhar diretamente para Rá (Deus Sol) e que tanto ele quanto Horus (Deus dos Céus) protegiam contra infecções oculares aqueles que usavam essa “pintura”.

Extremamente elaborada e de aparência amendoada (fato que se tornou característica dos egípcios), a maquiagem dos olhos era feita nos cílios, pálpebras e sobrancelhas com um concentrado de cor gerado a partir de uma mistura de metais pesados. As cores favoritas eram preto e verde e os pós utilizados eram colocados em uma paleta para serem misturados com água até formar uma pasta. O colorido negro era feito com “Kohl”, uma mistura de galena com fuligem, estocado em potes ricamente decorados. Já a coloração esverdeada (usada principalmente pelos nobres) era obtida da malaquita, um minério de cobre encontrado na forma de hidroxi-carbonato de cobre no deserto do Sinai, que ao ser esmagado fornecia um pigmento verde vibrante muito usado em pinturas na antiguidade.

No Antigo Egito também era usado uma espécie de “rouge” para colorir lábios e bochechas. O pigmento destinado a isso era o “ocre vermelho”, composto de óxido de ferro hidratado que era retirado do solo, levado para a separação da areia, seco ao sol e em algumas vezes queimado a fim de realçar a coloração.

Os egípcios antigos adoravam jóias como colares, anéis, tornozeleiras e braceletes. Trabalhadas cuidadosamente, as jóias além de bonitas e valiosas, garantiam proteção espiritual a quem as usava.  Mesmo as peças não preciosas eram consideradas amuletos protetores e símbolos de boa sorte. De qualquer forma, o acessório mais desejado e utilizado eram as perucas.

Os cuidados com os cabelos também eram grandes. Cabelos naturais espessos e longos eram ótimos para proteger dos raios do sol ou para manter a cabeça aquecida durante uma noite fria. Por outro lado, era desconfortável quando o tempo estava muito quente e em geral envolviam muitas preocupações contra a infestação de piolhos. Por conta disso, eles criaram uma solução simples que foi adotada por aqueles que tinham mais recursos que era basicamente cortar o cabelo curto e usar peruca.

No Reinado Antigo, homens e mulheres mantinham seus cabelos curtos (embora variassem nos estilos e alguns chegassem até a raspar a cabeça) e usavam perucas negras e brilhantes, usadas principalmente em ocasiões públicas e em banquetes e perfumadas com frequência.

As perucas eram comumente feitas com cabelos, mas algumas possuíam uma entretela feita de fibras vegetais e lã que eram as responsáveis pelo aspecto volumoso e denso. Vários corantes eram usados para produzir a desejada coloração negra, entre os de maior destaque estava a henna. Os homens costumavam usar perucas mais curtas que as mulheres, mas com um estilo, algumas vezes, mais elaborado. Geralmente os cabelos de ambos os sexos eram trançados de inúmeras formas, desde as mais simples até as mais elaboradas e arranjadas em cuidadosos cordões. Essas variações e estilo mudavam ao longo do tempo, de acordo com a idade, sexo e classe social do portador.

Eles tinham muito orgulho de suas perucas e não faziam nenhum esforça para escondê-las ou fingir que eram seus próprios cabelos. Tanto que há pinturas e esculturas que mostram uma área de cabelo natural entre a fronte e a peruca. De qualquer modo, embora algumas fossem feitas com cabelo humano, o design e a estrutura eram tão diferentes tais que era quase impossível confundir uma peruca com o cabelo natural.

No Reinado Novo, os cortes de cabelo se tornaram muito mais estilizados e sofisticados e tanto homens como mulheres usavam fios mais longos. Flores e fitas eram usadas para decorar o cabelo das mulheres. A mulher de um egípcio de alta posição social tinha a cabeça raspada com a exceção de pequenos tufos de cachos, um estilo distintivo que era identificado como Núbio. Nesse período, os sacerdotes raspavam além da cabeça todos os pelos do corpo, como forma de se precaver contra o aparecimento de piolhos e carrapatos, cuja presença era considerada ofensiva durante a adoração aos deuses.

NEFERTITI

Imagens: reprodução.

Publicado em 3 setembro, 2013

5 Comments

  1. Pingback: Meteorologia e cosméticos tem muito em comum | Monolito Nimbus

  2. Posted by Anônimo 2525 on

    Gostei dessa Publicação ajudou mt com o trabalho da faculdade

  3. Posted by luciano on

    Os egípcios são os inventores de muitas coisas , como a astronomia , matemática , medicina , náutica , etc . No que toca ao cuidado com o corpo , não só o uso de cosméticos , mas também os saudáveis hábitos higiênicos , até mesmo o habito de se limpar após defecar ( coisa por muito tempo desconhecida fora da África ) . O busto de Nefertiti na verdade é uma fraude , pois os egípcios não faziam bustos , e muito menos eram caucasianos . Essa Nefertiti foi feita no século 19 .

  4. Pingback: Luxo e Elegância Egípcia - BijouxMix

  5. Posted by Douglas ferreira Barros on

    As mulheres do egito sao bunitas de mais .


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *