Para celebrar esse 8 de março, selecionamos dois episódios da história que envolvem a luta das mulheres por seus direitos e como isso impactou, de alguma forma, no seu visual. Confira:

No dia 6 de maio de 1912, em Nova York, meio milhão de pessoas ocuparam as calçadas da 5º avenida para acompanhar de perto a marcha das sufragistas. Cerca de 20 mil mulheres seguiram pela via mais importante da cidade protestando pelo direito de votar nas eleições.

Na mesma marcha, estava Elizabeth Arden, pioneira de uma das marcas de beleza mais importantes do século XX. Junto com elas? O batom vermelho, símbolo do poder, da resistência e da rebeldia feminina.

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Na era vitoriana, o cabelo de uma mulher ocidental era considerado uma parte importante da sua aparência, ao marcar o seu estatuto e sua feminilidade. Era também considerado um ritual de passagem para uma adolescente, o momento em que ela começava a usar o cabelo para cima com coques, presos, semi-presos e com tranças rebuscadas.

Como em muitas sociedades, a doutrina religiosa foi um fator no policiamento do cabelo dessas mulheres. Deixá-los à mostra era visto como indecente, até mesmo pecaminoso, como se a mulher estivesse pelada.Escritores e artistas da época focaram nas grandes melenas, com descrição elaboradas em suas novelas. Acreditava-se que a personalidade de uma mulher poderia ser inferida a partir de seu cabelo. Por exemplo, mulheres de cabelos encaracolados eram consideradas mais doces e bem humoradas do que as mulheres com cabelos lisos.

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Os cabelos longos caíram em desuso depois que as mulheres adotaram estilos de vida mais ativos, especialmente durante a I Guerra Mundial, quando elas foram empregadas em fábricas, onde cabelos fartos atrapalhavam o trabalho. Nos anos 40, durante a Segunda Guerra Mundial. As mulheres começaram a comodar os fios debaixo de um lenço.

Isso aconteceu por dois motivos: Um deles é que faltavam produtos para que as mulheres fizessem os cabelos, pois muita coisa estava em falta na época. Além disso, os cabeleireiros eram homens, e haviam ido para a guerra. O outro motivo era por praticidade e segurança. Trabalhar com os cabelos soltos representava um perigo real: eles podiam ficar presos nas máquinas.

Mesmo depois da Segunda Guerra Mundial, as mulheres perceberam que gostavam de seus cabelos mais naturais e sem muitos ornamentos e continuaram utilizando-os de forma mais livre e sem adornação extensiva, chegando até o pixie cut na década de 1960.

Essa época, foi também época importa08nte para as mulheres negras na questão capilar. Com o advento dos movimentos para igualdade de direitos civis, as mulheres negras cessaram as tentativas de terem estilos capilares similares ao da mulher branca, como lhes era imposto socialmente, e finalmente se empoderaram para assumir o cabelo afro maravilhoso que já tinham.

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Imagens: reprodução.

Publicado em 8 março, 2018

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