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por Olga Penteado

A beleza move Sylvie Moreau. Atual vice-presidente global da Wella e futura presidente da divisão profissional de beleza da Coty (a fusão entre as empresas será concluída no segundo semestre deste ano), a executiva francesa é apaixonada pela indústria da beleza – e, ela mesma, belíssima! Há 22 anos, iniciou no marketing da P&G, em Paris, a bem-sucedida carreira. Há oito anos, está na Wella.

Dirigir o setor profissional da Coty, que conta com marcas líderes nos salões do mundo inteiro, será, segundo a executiva, uma honra e um desafio. A divisão irá incluir o portfólio completo da Wella Professionals e da OPI, de esmaltes e produtos para as unhas. A executiva veio para o Brasil para participar do Encontro Win, realizado no início de março em Angra dos Reis (RJ). O encontro é organizado anualmente pela Wella para apresentar novidades em produtos, serviços e tendências para os profissionais no setor. Em entrevista dada para Blog do Studio W, Sylvie Moreau falou sobre a importância estratégica do nosso mercado e da criatividade dos profissionais do setor.

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 1 – Uma mulher muito bonita, liderando uma das empresas de beleza mais importantes do mundo. Qual é a sensação?

Eu me sinto privilegiada. Tive a oportunidade de fazer carreira em uma área que eu amo, e que, portanto, é natural para mim. Trabalho com pessoas que também são apaixonadas pelo que fazem. E que se esforçam para dar o melhor delas mesmas – meu time, as equipes da Wella ao redor do mundo, nossos clientes, a imprensa especializada. É uma benção trabalhar na indústria do cabelo. Nela, encontrei mais emoção, paixão e criatividade do que qualquer outra em que trabalhei.

 

2- A beleza faz diferença na vida das pessoas?

A beleza é uma fonte de empoderamento para indivíduos, sejam mulheres ou homens. Cria valores e gera progresso social. Alguém me disse uma vez que a beleza pode melhorar o mundo e eu acredito nisso.

 

 3 – A aquisição da marca Wella pela Coty implicará em mudanças em relação ao Brasil?

O Brasil é um dos três maiores mercados de beleza no mundo, e, portanto, prioritário para a Wella. Acredito que temos, aqui, a combinação perfeita: a força da marca muitas oportunidades ainda para serem exploradas. A Coty, que é forte nos Estados Unidos e na Europa, visa ganhar musculatura no Brasil e na América Latina – portanto, essas regiões são estratégicas para a marca. Esse ponto, inclusive, foi um dos que motivou a fusão com a Wella.

 

4- O Brasil passa por uma das maiores crises da história. Como a empresa pretende lidar com essa questão?

Quando traçamos estratégias, pensamos à frente, daqui a cinco, dez anos. As moedas flutuam, as economias sobem e descem… isso faz parte do mercado. Eu estou otimista quanto ao futuro do Brasil. Talvez adaptemos algumas coisas, por exemplo, alguns preços, por causa da flutuação do Real. A estratégia precisa ser sólida. Fazer a coisa certa na crise dá ainda mais força para uma empresa. A Wella é grande e forte o suficiente para atravessar esse período. A equipe brasileira tem desempenhado extremamente bem nos últimos anos. Para mim, sucesso é crescer mais do que o mercado e do que os concorrentes. Isso é sinônimo de ganhar – e o nosso time é vencedor.

 

5 – A Wella é uma empresa que dita tendências – o TrendVision é um dos eventos mais importantes do setor. Hoje, de onde vêem a inspiração, das passarelas ou das ruas?

As referências surgem de ambas. Pesquisamos muito e estamos sempre antenados. Acompanhamos o que se passa nas ruas – principalmente da Ásia. Tem muito cabelo interessante no Japão, na Coreia… E seguimos blogueiros, artistas, ícones de beleza, visionários, “influencers”. No Brasil, prestamos atenção, sobretudo, as mídias sociais, muito fortes aqui. Isso faz com que cada brasileiro seja uma fonte de inspiração em qualquer lugar no mundo.

 

6 – As pessoas, mais do que nunca, têm acesso a informações e procuram novidades. Como atender bem o consumidor moderno?  

Investindo em tecnologia, em inovação e educação. Temos dois pilares: produtos para cabelo e serviços para salões e um “core”: a coloração. Mais do que satisfazer, precisamos encantar nossos clientes. Nossos cientistas trabalham duro para achar a  “solução mágica”. Oferecer grande perfomance em cor, sem danificar os fios, novos produtos e tratamentos cada vez melhores – é para isso que trabalhamos.

 

7 – É a primeira vez que você vem para o Brasil. Qual a sua impressão?

Meu contato tem sido com os cabeleireiros e outros profissionais do setor. São exuberantes, apaixonados e têm ouvidos atentos para absorver o máximo possível de conteúdo. Estão muito focados em aprimoramento, o que é ótimo. Se você está aberto para aprender, encontrou o caminho para o sucesso. Também destaco a importância da troca com esses profissionais, ainda mais no atual momento. Precisamos de grandes ideias e os nossos parceiros, que estão manejando a crise, podem nos passar informações importantes.

 

 8 – Como a senhora, que trabalha um time top em cuidados com o cabelo, cuida do seu?

Levo a coloração muito a sério, claro! Faço a cada três semanas com um profissional da minha equipe, Jon Commander, educador da Wella especializado em cor. Volto hoje à noite para Genebra (onde fica a sede da empresa), amanhã à tarde faço as raízes com ele, e, na sequência, viajo para a Alemanha, depois Grécia… Meu horário com Jon é sagrado! (risos). No dia a dia, uso xampu, condicionador, máscara de tratamento e finalizador com proteção térmica. Não sou muito hábil com o secador, infelizmente… Em eventos como esse conto com a ajuda dos melhores profissionais do mundo. Eu me sinto uma “superstar” (risos). Por outro lado, sou ótima com os pincéis – faço meu próprio make, sempre.

Imagem: Reprodução.

Publicado em 1 abril, 2016

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